sábado, 21 de abril de 2012

Tudo e Ninguém


Do terraço o mar avisto
Em espelho prateado
Luz da lua reflectindo
Em sereno adormecido
O que dele conhecemos
Tanto e tão pouco sabemos
Dos perigos que encerra
Quando se agita e altera
E dessa forma nosso amigo
Nos avisa do perigo
Se o julgamos conhecer
Num amigo que teremos
E nem sempre percebemos
O que nos quer dizer
Os amigos onde estão!?
Não os vejo, quem serão!?
Dum amigo recebemos
Apoio se precisamos
Ralhos se os merecemos
Um amigo ouvir
Um alerta nos fazer
Quanto custa entender
Que os avisos que nos faz
São bóia p’ra nos salvar
E assim sermos capaz
De seus erros perdoar
P’los amigos inventados
Pedaços de vida rasgados
Ficando sem saber
Quem somos
Que faremos
Donde vimos p’ra onde vamos
Somos ilha, continente
Pequena migalha de gente
Estamos aqui e além

Somos tudo e ninguém!

.

1 comentário:

  1. Pintamos o olhar, as cores nesses momentos em que sentimos ser essa ilha, esse continente...
    Mas há outros olhares, outras cores que divagam connosco numa janela que se abre para além do mar...
    Obrigada pela visita
    Até Já
    Marta

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