segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Só!

Agniezka Motyka

Estar ou ser
Conceito, opinião, sentimento
Está só estrela de galáxia
Por milhões de celestes corpos irmanados
Formando uma só
Em sua complexa estrutura

Milhares em públicos transportes
No asfalto, intermináveis
De olhares relanços
Imperceptíveis emoções lendo
Bandos em síncronas correrias
Na procura de um
Mundo que tentam alcançar

Amantes que se abraçam
Corpos se fundindo

Se entrega a devaneio prazer
Imagem de outro amante passado
Que deixou memórias

domingo, 28 de maio de 2017

Drible


Finta a vida
Dribla a sorte
Por alvas serras
De ideias manhosas
Em galinheiro de pensamentos guarda raposas
Caçando almas desamparadas
Falhas de fé
Sonhos amputados
Hábil a esgrimir
Armas de bem falar
Sapiente no dizer
Em momento certo
O que querem ouvir
Joga os dados
Driblando sortes
Fintando vidas

quinta-feira, 25 de maio de 2017

Sorrisos

olga astratova


Gaivotas não deixaram de voar
Sobre o calmo tejo
Sua graça vertendo
Em bandos de alegria marejando
Flores nos jardins não murcharam
Lírios, Magnólias, Jasmim
De escarlate rosas
Os rios não secaram
Tépidas, calmas, revoltas
Águas de ilusões
Em mares desaguam
Perdendo-se em ondas
Por marés levadas
Não será
Por desencontrados caminhos
De ideias seguidos
Em fuga da amizade
Que os sorrisos se quebram

quinta-feira, 18 de maio de 2017

diz-me...

victor bauer

Estás na noite
Pra lá do vento
Entre o ir e o vir
Das palavras trocadas
Em que a poesia
Se faz sentir
Diz-me
Onde andas
O que fazes
Nas horas em que não estou
Diz-me
Se há um tempo
Em que o tempo te trará
Num abraço que se troca
No aperto de quem deseja
Ser mais que nada
Onde está a magia
De teus olhos
Brilhando noite e dia
No sorriso do teu olhar
Em tua boca
De beijos sedenta
Noutra boca procurando
Beijos para trocar
Diz-me…

sábado, 14 de novembro de 2015

segredos

Mira Nedyalkova

Todos têm segredos
Coragens, orgulhos, medos
Em cada um existe
O herói e o vilão
Que vai dizendo que sim
Sabendo dizer não
O tempo que o tempo leva
É o mesmo que tempo trás
Que parecendo igual
Se torna diferente
Esquecendo o que sentiu
Nas recordações
Do quanto sente
Albergando regresso de memórias
Que se tornam turbilhão
Vivido no presente

segunda-feira, 2 de novembro de 2015

perfume

Magdalena MadZ

Nem o sol
Nem a lua
Escondem os seus defeitos
De virtudes escassa
Fluente na atitude
Da verdade nua e crua
Que se ergue
Nas palavras
Ditas por amor ou azedume
Em permanente fogueira de paixões
Nascidas de uma vida vazia
Em constante procura
Do odor de um novo perfume

quarta-feira, 28 de outubro de 2015

viajando

Christine Ellger

Viajando as paisagens vão alternado trazendo até nós, verdes campos, alvas serras entre o belo e o ilusório, marcas que ficam e outras que se perdem nos confins das memórias, e ainda aquelas que ténues por entre a névoa trespassam transversalmente pensamentos e qual nebulosa de galáxia distante.

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