quarta-feira, 25 de abril de 2012

até amanhã...ou a vontade de viver...


Faz tempo!
Quanto não sei!
Faz tempo que não te ouvia!
Tempo ou espaço?
 Porque espaço é o tempo que medeia entre o antes e o depois!
Hoje ouvi-te.
Ouvi as tuas lágrimas.
Aconteceu hoje.
 Podia ter acontecido ontem ou…
Percebi.
Percebi que a vida é tramada, cruel, até desumana.
Leio muitas e muitas vezes “vive cada dia como se fosse o último”.
O último de quê?
De nada!
Do nada que somos!
Do nada em que estamos!
Do nada de onde viemos!
Do nada para onde vamos!
Do nada em que te encontras!
Do nada que sobrou!
Revolta mais que mágoa eras tu, ali!
Revolta de ti?
 De quem?
 De quê?
Ficou a duvida.
Percebi.
Percebi que te conheço!
Estranho talvez dizer que te conheço, se não sei se a mim me conheço.
Frases simples permitiram, a uma distância que a tecnologia tornou nula, sentir a tua mágoa, revolta, desespero! 
E que mais…A prisão em que te sentes!
Grilhetas do passado aprisionando teu futuro!
Futuro? Onde?
“Vive cada dia como se fosse o último” quererá dizer que o futuro se resume a um dia?
Um dia igual a qual?
Ao de ontem?
Um dia igual ao de hoje?
Então para quê vivê-lo?
Será cobardia não o viver?
Será coragem?Será o que for…Não o sei!
Hoje ouvi-te...
Ouvi-te dizeres
…………………………...............................Até amanhã..



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